Dia dos Namorados no Guia Cenário Cultural

A revista Guia Cenário Cultural chega às bancas nesta sexta-feira com uma surpresa para os leitores: uma edição especial dedicada ao Dia dos Namorados. São dicas de lazer, programas e pratos para se curtir em boa companhia. Santo Antônio é um dos santos mais populares do Brasil. Com sua fama de casamenteiro, ele é o homenageado dessa edição, que vem recheada de dicas para solteiros e acompanhados.

Na agenda de Música, o grande destaque é o show da Academia da Berlinda, uma das revelações pernambucanas que vem a João Pessoa festejar o novo projeto gráfico do Guia Cenário Cultural. Além deles, várias bandas de rock pernambucanas têm invadido o Centro Histórico de João Pessoa em shows imperdíveis.

Na seção de teatro um dos destaques da 16ª edição da Cenário cultural é para a volta aos palcos paraibanos da peça “Aptos. Aptos Para Morar”, do grupo Fazendo Arte. O outro é o espetáculo de dança “Tempo de Verão”, da Cia. Márcia Milhazes (do Rio de Janeiro), com cenografia da artista plástica Beatriz Milhazes.

Para quem gosta de cinema e quer uma opinião antes de ver o filme, vale a pena conferir a coluna de Ricardo Oliveira sobre o festejado “Anjos e Demônios”, cujo roteiro é baseado no livro de mesmo nome, de Dan Brown (“O Código Da Vinci”). A crítica gastronômica fica a cargo de Sandra Vasconcelos, que escolheu um restaurante italiano pensando no Dia dos Namorados.

Para os encalhados, a coluna Em Cena, de Jô Oliveira mostra as dicas de personalidades paraibanas. Cada uma revela suas simpatias e mandingas para não passar o dia dos namorados sozinho. Assim, se você ficou animado com tantos eventos legais na cidade, mas ainda não tem companhia, ainda dá tempo de dar aquela desencalhada – pelo menos durante essa edição. O conteúdo da revista também está disponível online no site www.cenariocultural.com.br

Vazou na internet

O hit mais recorrente na web ultimamente é a frase ‘vazou na internet’. Um artista divulga que vai lançar CD novo daqui a um mês, por exemplo. Na semana seguinte à notícia, vem uma nova notinha dizendo que parte do material a ser lançado ‘vazou na internet’.

Vazou na internet. Quanto descuido, hein! Conversa fiada, né. A enxurrada de vazamentos já virou rotina na indústria fonográfica. Não passa de estratégia de marketing para criar expectativa e gerar mais divulgação em torno desse ou daquele lançamento, já que os garimpeiros da net estão sempre ávidos por novidades. Os fãs, por sua vez, adoram a sensação de que conseguiram obter material antes do lançamento oficial.

Vamos à lista (outra mania que cresce entre internautas é criar listas para tudo!). Aconteceu com Morissey, ex-líder dos Smiths. O álbum “Years of Refusal” só chega às lojas em 16 de fevereiro, mas o vídeo do single “I’m Throwing My Arms Around Paris” já está no Youtube. Nele, o cantor aparece rodeado de cachorrinhos Bulldog e da sua banda.

Na lista de ‘vazamentos’ também aparece Franz Ferdinand. O terceiro álbum da banda escocesa está previsto para 26 de janeiro (daqui a uma semana), mas oops! Vazou na internet. Músicas como “Live Alone” e “Can’t Stop Feeling” mostram o grupo com um pé na disco music, mas sem abandonar o rock. Live Alone (com ecos de disco music) e Can’t Stop Feeling (exemplo de faixa em que os sintetizadores põem as guitarras em segundo plano). O quarteto sempre flertou com as pistas, mas nunca de forma tão intensa. Contudo, a banda não abandonou o rock. O lado roqueiro do Franz está em em faixas como “Turn It on”, “No You Girls”, “What She Came for?” e “Bite Har”.

Também vazou o clipe de Britney Spears (coincidência, ela estava mesmo precisando de um pouco de publicidade positiva!). Depois de 13 anos sem gravar nada, desmanche de banda, formação de um novo grupo com músicos diferentes, mesmo vocalista, Guns’n’Roses anuncia álbum e… oops! Vaza na internet antes do lançamento! Engraçado: a banda de Axl Rose também precisava de divulgação porque andou longe da mídia por alguns anos.

Já o U2 fez melhor: com lançamento previsto para 2 de março desde ano, já revelou os nomes (e só isso!) das músicas em seu site oficial. Não deixou vazar, que pena! O primeiro single é “Get on your Boots”, alardeado como um rock típico do grupo irlandês. Uma rádio irlandesa anunciou que vai tocar a música antes do lançamento oficial. Depois disso, certamente, ela vaza e começa a pingar na internet. Mas os lançamentos digital e físico do single estão agendados para 15 e 16 de fevereiro, respectivamente. “No Line on the Horizon” é o nome do disco que reúne faixas produzidas por Daniel Lanois, Brian Eno e Steve Lillywhite.

Uma canja de Herbert

O músico Herbert Viana, líder da banda Paralamas do Sucesso, está curtindo mais um verão em João Pessoa. Paraibano, sempre que pode vem à terrinha para rever a família e amigos. Na última sexta-feira, ele marcou presença no restaurante Sagarana, no Cabo Branco. Convidado ao palco, ele tocou, cantou, interagiu com os músicos e o que deveria ser uma canja se tornou um verdadeiro show para poucos durante uma hora e 15 minutos.

Relembrando desde músicas do Paralamas, Paula Toller, Lulu Santos e Zé Ramalho, Herbert fez do Sagarana seu palco e ainda contou ao público alguns momentos que marcaram sua vida. “Foi uma noite inesquecível para os que tiveram a oportunidade de presenciar. O que começou como uma noite de jazz encerrou com um dos mais belos momentos da música brasileira”, disse Walter Aguiar, proprietário do restaurante.

Uma batucada legítima

M-O-N-O-B-L-O-C-O, que beleza, uh, Monobloco! Com este grito de guerra, a banda carioca chegou por aqui como quem não quer nada e conquistou o público que assistiu ao show realizado na última sexta-feira no Jacaré Pop. Conhecido por incorporar diversos ritmos e estilos musicais à batida do samba, o Monobloco é a cara do Rio de Janeiro, por isso, transformou a casa de shows num verdadeiro sambódromo.

Idealizado em 2000 pelos integrantes da banda Pedro Luís e A Parede – Celso Alvim, Mário Moura, Sidon Silva, C.A. Ferrari e Pedro Luís –, o Monobloco foi criado a partir das oficinas de percussão comandadas pelos cinco Plaps e hoje conta com mais 150 músicos (claro que o grupo se divide nas apresentações que faz pelo mundo afora).

Na voz dos cantores Pedro Luís, Fábio Allman, Renato Biguli e Alexandre Momo, o repertório eclético vai das marchinhas tradicionais de João Roberto Kelly ao samba de Cartola e Clara Nunes, passando pelo xote de Alceu Valença, o forró de Luiz Gonzaga, o funk de MC Leonardo, além das canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Rei Roberto, Tim Maia e outros grandes nomes da MPB. Tudo que o Monobloco toca vira samba.

A mistura inusitada também está presente na bateria. Aos tradicionais instrumentos de escola de samba – como cavaco, repique, tamborim, chocalho, surdo e agogô -, foram incorporados à batucada um baixo e uma guitarra. 

Listas de fim de ano

 

O ano passou tão rápido que já estamos de novo escolhendo presentes, inventando desculpas para fugir desta ou aquela confraternização mais chatas e fazendo o possível para marcar presença nas festas que parecem mais interessantes. Mas, entre as tradições de fim de ano, uma vem conquistando mais espaço ainda nos últimos tempos: elaborar listas. Todas as revistas e sites de variedades têm criado as suas. São os melhores do ano, os piores, os indispensáveis, as revelações, os destaques. Ah, e tem as listas de metas a realizar no ano seguinte.

O site do jornal britânico Times, elegeu os 100 melhores filmes lançados em 2008. Entre eles está a produção brasileira “Linha de Passe”, do diretor Walter Salles. O filme está entre as 95 produções que ganharam quatro estrelas de avaliação. Entre os longas citados, cinco alcançaram a avaliação máxima: “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, o italiano “Gomorra”, que levou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o documentário francês “Man On Wire”, “Sangue Negro” e “Time and Winds”. A relação traz, ainda, filmes como “Juno”, “Mamma Mia”, “Vicky Cristina Barcelona”, “Onde os Fracos Não Têm Vez”, entre outras produções que invadiram as telonas em 2008.

Já a tradicional revista Rolling Stone resolveu listar, em vez dos álbuns, os singles considerados melhores na sua avaliação. O top da lista de 100 é “Single Ladies (Put a Ring On It)”, de Beyoncé. A cantora aparece novamente na posição 32 do ranking com a música “Love in this Club, Pt. 2″ (Usher feat. Beyoncé and Lil Wayne). Por falar nele, o rapper Lil Wayne aparece em 5ª posição com “Lollypop”. Apesar do sucesso do seu mais novo álbum, Coldplay aparece em 9° lugar com “Viva La Vida”. A lista inclui Madonna, Bob Dylan e Guns’n’Roses, que depois de 13 anos sem gravar nada, lançou álbum de inéditas.

O portal Skol Beats selecionou os melhores videoclipes. O top é Portishead, “We Carry On”, dirigido por Chad Pugh. A lista tem, ainda, Gnarls Barkley, “Who’s Gonna Save My Soul?”, Radiohead, “House of Cards”, entre outros.

A loja online Submarino, levando em conta os mais vendidos do ano, elaborou suas listas de melhores CDs, livros e DVDs. Entre os livros, estão “O Vendedor de Sonhos”, de Augusto Cury, “Crepúsculo” e “Lua Nova”, de Stephenie Meyer, “As Memórias do Livro”, de Geraldine Brooks, a biografia de Madonna e “O Vencedor Está Só”, de Paulo Coelho.

Além de suas listas, o portal G1 publica uma outra obtida a partir de votação dos internautas. Foram escolhidos os melhores e piores do ano.

Uma trilha sonora diferente

Pense na noite de Natal. Qual a primeira música que vem à mente? Que tal esquecer Jingle Bell, a mais recente reedição do já conhecido álbum da cantora Simone (”Então, é Natal…”), o especial do Rei Roberto e partir para algo mais instigante? A proposta é fugir da tradicional ceia com a família direto para um show de jazz. Trata-se do “Natal com Jazz”, evento que acontece na noite de 24 de dezembro, a partir das 23h00, no Espaço Maresia (à beira-mar do Cabo Branco).

Realizado pela JazzWoman Produções, o show conta com as participações das bandas Aerotrio (de Campina Grande) e Burro Morto (de João Pessoa). Para fechar a noite, o DJ Nazareno Andrade (o Naza) preparou um setlist especial que vai do jazz ao afrobeat. A entrada custa R$ 8,00 mais 1 kg de alimento não perecível (não vale levar sal). As doações têm destino certo: as vítimas das enchentes que devastaram o Estado de Santa Catarina. As 100 primeiras pessoas a chegarem terão direito a um drink grátis. Os ingressos antecipados estão sendo vendidos na loja ChilliBeans.

O objetivo do show é promover a difusão da música instrumental produzida na Paraíba. Daí a escolha de duas bandas que vêm ganhando espaço na cena local com seus trabalhos autorais.

O evento começa com a banda Aerotrio, formada por Edmar Travassos (bateria), Paulo Guilherme (teclados e sintetizadores) e Fábio Alves (contrabaixo). A segunda atração será o grupo “Burro Morto”, criado em João Pessoa, com a reunião dos músicos Haley, Daniel Ennes Jesi, Ruy José e Leo Marinho. Para fechar o Natal em grande estilo, o DJ Naza, pilotará suass pick-ups em cima de temas jazzísticos, samplers e remixagens.

 

Com um pé no free jazz e outro no acid jazz – vertentes modernas do gênero concebido por nomes como Louis Armstrong, Count Basie e Miles Davis – o Aerotrio consegue um som empolgante, vivo, orgânico, com doses exatas de eletrônica e experimentalismo que não afundam o som em clichês para as pistas e conceitos vagos pseudo-vanguardistas. O som é assimilável, simples até. Mas exige músicos por trás dos instrumentos. E o trio mostra competência no assunto.

 

O grupo Burro Morto respira groove, entorta compassos e regurgita melodias inusitadas. A sonoridade é um mosaico que incorpora elementos de afrobeat, jazz, funk, psicodelia e resulta em músicas vibrantes e cheias de nuances. Com dois EPs lançados (”Pousada Bar, TV e Vídeo” e “Varadouro”), a banda foi selecionada para a próxima temporada do Projeto Pixinguinha, realizado em várias cidades brasileiras.

Os links para conhecer um pouco as duas bandas antes de ir ao evento:

www.myspace.com/aerotrio

www.myspace.com/burromorto

Jobim e Caetano ajudam Roberto Carlos a resgatar o trono perdido

Fim de ano é tempo de peru, troca de presentes, papai noel nos shoppings e nas calçadas das lojas, neve falsa, mesa farta de guloseimas, dietas arruinadas, especiais chatos na TV e… CD de Roberto Carlos como presente certeiro nas brincadeiras de amigo secreto. Depois de lançar discos medianos e decepcionar seu público romântico, o novo álbum traz o registro do show que reuniu o Rei e Caetano Veloso em agosto de 2008, no Auditório do Ibirapuera (SP). O show foi feito para festejar os 50 anos de Bossa Nova. No repertório estão as músicas de, ninguém menos que Tom Jobim.

Talvez, com esse novo lançamento, o Rei Roberto consiga resgatar o trono perdido graças ao baixo astral e dose exagerada de religiosidade de seus lançamentos anteriores desde o final dos anos 90 (o Vaticano que me perdoe, mas até o Padre Fábio de Melo conseguiu empolgar e ser mais romântico que ele!).

O disco está nas lojas desde o dia 5 de dezembro. Roberto Carlos e Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim pode coroar o rei novamente. Roberto vinha caindo do trono com sua obra autoral inspirada no seu amor pela esposa falecida (Maria Rita) e religiosidade. Nunca fui fã do Rei, mas acho que minha mãe, se viva estivesse, gostaria de ouvir seu novo disco. Certamente, eu daria de presente no seu aniversário, dia 14.

O DVD do show que deu origem ao álbum só será lançado dia 15. Assim, quem não assistiu à apresentação, poderá vê-la no conforto de seu lar enquanto desfruta da bela ceia natalina e realiza a esperada troca de presentes de amigo secreto. Segundo o jornalista Mauro Ferreira, do blog “Notas Musicais”, o disco é um dos melhores do ano (é, realmente foi um ano fraco de lançamentos nacionais…) e um dos melhores da discografia iniciada por Roberto Carlos em 1959. “Ainda que os arranjos de Jaques Morelenbaum para Garota de Ipanema e Wave sejam excessivamente reverentes aos registros clássicos destas músicas. Ainda que a opção de Roberto por cantar Insensatez em espanhol tenha sua infelicidade realçada no disco. Ainda que, das 14 faixas do CD, somente quatro sejam duetos. Com todos esses pequenos detalhes, o encontro resulta sublime. E, sim, é histórico por si só…”, diz Mauro Ferreira.

Caetano canta músicas como Inútil Paisagem, Meditação, Por Toda Minha Vida (Exaltação ao Amor). Também é o baiano que caetanea Ela é Carioca – um dos hits da bossa nova. Na voz romântica de Roberto, o disco conta com Por Causa de Você, Eu Sei que Vou te Amar (com inserção do Soneto da Fidelidade, de Vinicius de Moraes, o parceiro mais importante de Tom Jobim) e Lígia – é o momento em que, no show, o Rei exibe em um telão imagens de um encontro histórico seu com Jobim. Entre os duetos estão Chega de Saudade (música que fecha o álbum) e Tereza da Praia.

A viagem segura de Dido

O ano era 1999. Uma nova voz tocava à exaustão nas emissoras de rádio mais pop. Era a cantora Dido inglesa que lançava seu primeiro álbum – “No Angel”. O empurrãozinho que a colocou na mídia partiu do rapper Eminem que fez uma mixagem usando os primeiros versos da música “Thank You” em um de seus principais hits, “Stan”. Na época, ela também participou do videoclipe. Apesar do sucesso, o próximo álbum da cantora só veio em 2003, “Life For Rent”. Vendeu bem, mas não tanto quanto o primeiro. Mesmo assim, estava consolidado seu potencial para música pop.

Para alguns, era uma espécie de sucessora de Cranberries. Para outros, uma variação de Alanis. E assim, foi conquistando o mercado e os ouvidos daqueles que apreciam o pop britânico. 

Agora, depois de uma lacuna de cinco anos, Dido volta ao mercado fonográfico com “Safe Trip Home”. Dedicado ao pai falecido em 2006, o terceiro álbum da inglesa traz um som mais orgânico, combinando elementos de pop acústico e eletrônico.

Apesar de só sair agora, o disco começou a ser produzido em 2005, em Los Angeles, por Jon Brion, em parceria com a cantora. A gravação foi adiada várias vezes. Entre os colaboradores está o irmão, Rollo Armstrong.

O primeiro single do álbum já estava disponível na internet desde setembro, “Don’t Believe in Love”. O disco completo foi liberado em 1° de novembro – 16 dias antes do lançamento oficial.

No álbum, Dido mostra um trabalho mais maduro, uma viagem segura como o título propõe, só que com uma dose a mais de emoção se comparado aos discos anteriores. Em seu blog “Notas Musicais”, o jornalista Mauro Ferreira usa a palavra “sereno” para definir o trabalho. 

“Look No Further” é uma das faixas mais bonitas, levando-se em conta a melodia em tom de balada. Destaque também para a épica “Northern Skies”, “It Comes And It Goes”, “The Day Before”, “Never Want To Say It’s Love” e “Grafton Street” – co-autoria com Brian Eno. Uma canção com um quê de Enia.

Por falar em ‘viagem segura’, a capa do CD mostra uma foto do astronauta Bruce McCandless II durante uma caminhada espacial – parte da sua missão espacial STS-41-B.

Para ouvir, é lá no myspace

http://www.myspace.com/dido

Lenine fica devendo

Depois de seis anos sem lançar um álbum de músicas inéditas (“Falange Canibal” foi lançado em 2002, depois vieram duas compilações ao vivo “In Cite”, 2004, e “Acústico MTV”, 2006), o compositor pernambucano Lenine volta à cena com “Labiata”. Um bom disco, mas não faz jus ao trabalho que o músico vinha desenvolvendo nos últimos anos.

Lenine explicou que a composição das canções de “Labiata” seguiu um processo diferente. Todas as 11 faixas do álbum foram feitas em apenas 15 dias. Segundo Lenine, “as músicas foram amadurecendo no fazer”.

Em algumas músicas dá para perceber semelhanças com alguns dos sucessos anteriores do disco. Tipo, quem ouve “É Fogo” (com a participação de Pedro Luis e a Parede) lembra de “JackSoul Brasileiro”. Um dos destaques vai para “É o que me interessa” – uma das letras mais bonitas do novo álbum, em parceria com Dudu Falcão.

 “Samba e Leveza” é uma letra de Chico Science (inédita, cedida pela irmã do músico), musicada por Lenine. Com Arnaldo Antunes, Lenine compôs duas canções: “O Céu É Muito” e “Excesso Exceto”.

Com Ivan Santos, Lenine compôs “Magra”, e com Bráulio Tavares, “Lá Vem a Cidade”, com uma letra longa e um andamento melódico mais lento.

Uma das melhores participações fica por conta do Quinteto da Paraíba, na faixa “Ciranda Praieira” – uma ciranda pop moderna, linda! O grupo também participa de “Martelo Bigorna”.

No seu blog, Lenine afirmou que “Martelo Bigorna” é uma canção autobiográfica – sintomaticamente, é uma das duas faixas que Lenine compôs sozinho –, e a sua letra não deixa maiores dúvidas: “Muito do que eu faço / Não penso, nem lanço compromisso / Vou no meu compasso / Danço, não canso a ninguém cobiço / É por tudo que fiz e sei que mereço”. A outra faixa exclusiva do Lenine compositor é a última, “Continuação”.

 

Para ouvir músicas do novo CD de Lenine, basta acessar a página do compositor no myspace:

http://www.myspace.com/lenine

Guia Cenário Cultural chega à sua 4ª edição

O Guia Cenário Cultural chega à sua 4ª edição mostrando o que João Pessoa tem para oferecer nesse começo de verão. São várias dicas de shows, exposições, gastronomia, teatro, dança e muitos outros eventos programados para os próximos dias na capital paraibana.

Idealizado pelo empresário Léo Uchoa, o guia tem formato de revista de bolso onde o conteúdo principal é voltado para a agenda de cultura e lazer da cidade. Trata-se de um projeto pioneiro em nível local. É a primeira publicação que se dispõe a divulgar tudo o que a capital tem a oferecer de maneira prática e rápida.

Para quem vive se queixando da falta de opções e programas na cidade, o Guia facilita, mostrando que João Pessoa tem variedade de eventos. Só na 4ª edição, há 17 peças de teatro, 13 filmes, 13 exposições e mais de 90 shows musicais. A matéria de capa traz tudo sobre o Teatro de Bonecos do Sesi. Basta escolher o estilo e montar a programação antes de sair de casa.

A revista é quinzenal e distribuída gratuitamente em bancas de revistas e postos de atendimento PBTur. A próxima edição está prevista para o dia 12 de dezembro.

Inspirado em publicações existentes nas cidades de Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), a revista traz, além da programação, entrevistas exclusivas como a da banda Burro Morto, colunas como a de Gastronomia, assinada por Sandra Vasconcelos, Balaio de Gato (com dicas de exposições e eventos literários). Outro destaque é a coluna “Lugares Imperdíveis”. Nesta 4ª edição, o Cenário Cultural foi conhecer e recomenda uma gafieira bem escondida no centro da cidade. Direto do blog Diversitá, Ricardo Oliveira assina a crítica de cinema do novo filme do 007 – Quantum Of Solace.

Imperdível também é a estréia da coluna “Quem faz o bem”, que apresenta o trabalho de arte e educação desenvolvido pela ONG Piollin junto a crianças e jovens de comunidades carentes.

A equipe do Guia conta com as jornalistas Sarah Falcão (a multimídia); Georgina Luna, responsável pela publicação; a paulistana Sandra Vasconcelos, jornalista especializada em Gastronomia, com pós-graduação realizada em Valência, na Espanha, Laíza Félix que imprime sua paixão por projetos sociais na coluna “Quem Faz o Bem”. O projeto gráfico e diagramação são de Hugo Malheiros.

Outra novidade a partir da mais nova edição da revista é que a partir de agora, a publicação tem sua versão eletrônica no site www.cenariocultural.com.br, onde em breve será lançado um completo portal de notícias culturais da cidade.

Já está disponível a versão eletrônica da revista no site www.cenariocultural.com.br – onde em breve será lançado o mais completo portal de notícias culturais da cidade.

 

Para quem curte a versão impressa é bom anotar os pontos oficiais de distribuição:

- Cinemas BOX

- Revistaria Brasil

- Coffe Shop São Braz do Manaíra Shopping

- Revistaria Drops na Epitácio Pessoa

- Revistaria Master em Tambaú

- Bancas de revista Viña del Mar (MAG Shopping, Centro e Tambaú)

- Postos de atendimento da PBTUR

 

 

 

 

 

O que falam sobre o Guia

 

“Não é uma revista só para turistas. Mesmo quem mora na cidade às vezes não sabe o que tem de opções e o guia dá a agenda mais completa”, diz a estudante Cristina Alves.

O advogado paulista Marcio Amorim também aprova a iniciativa. “Já tinha vindo antes a João Pessoa e, das outras vezes, eu saía do hotel sem uma programação definida. Eu arriscava e confiava nas dicas dos amigos pessoenses. Agora eu posso decidir antes de sair”, disse.