The Smiths e o rock inglês 80

Sempre gostei do rock inglês. É, o clássico mesmo, bem oitentista. E hoje me bateu uma nostalgia, uma vontade de ouvir músicas daquele tempo. Revirei pilhas e mais pilhas de CDs à procura de um em especial. Um disco que me acompanhou nos tempos de pirralhice em que eu nem queria saber se o vizinho reclamava da música alta. Ele que fechasse as portas e as janelas. Eu queria era ouvir meu rock inglês. Uma época que eu pensava que o namoro dos 15 anos de idade duraria para sempre.

Eu andava pra lá e pra cá com meia dúzia de LPs debaixo do braço toda vez que alguém da ‘turma’ resolvia dar uma festa. Cada um que quisesse exibir seus ‘lançamentos’ para fazer inveja aos colegas que, no mínimo, já tinham rodado todas as lojas de discos da cidade à procura desse ou daquele bolachão.

Dos discos que me acompanhavam, tem um que escuto até hoje – as músicas (as boas, claro) dos anos 80 não eram descartáveis como a maioria das que vem surgindo nos últimos anos – falo de 2000 pra cá, porque os anos 90 renderam coisas boas também. A gente passava um mês inteiro ouvindo um mesmo long play até enjoar dele ou descobrir algo legal o suficiente para substituí-lo. A gente pode ouvir a música daquele tempo e lembrar de coisas boas, sentir saudade. E, aposto que, muita gente correu para substituir muitos de seus LPs por CDs quando os toca-discos e toca-fitas (os aparelhos de som 3 em 1 eram o máximo!) foram sepultados no mesmo túmulo dos bolachões.

Hoje dei de cara com “Singles”, de The Smiths. Minha paixão pela banda foi impulsionada pela voz de Morrissey. Suave, mas marcante, com uma identidade própria. Os arranjos e melodias representavam bem aquela geração do rock inglês que eu aprendi a amar e que hoje me causa essa nostalgia.

Morrissey e Marr! Uma das duplas mais famosas do rock britânico. Juntos montaram uma das mais importantes bandas dos anos 80. Quando o sucesso estava crescendo, se separaram: o projeto foi desfeito. Foi o que aconteceu com a maioria dos grupos surgidos naquela década. Em resumo, esta é a história dos Smiths.

Simples como o nome da banda.

 

Para lembrar, deixo aqui a música “There is a light that never goes out”, porque há uma luz que nunca se apaga…

http://www.box.net/shared/jiq822ohaa

3 Respostas

  1. “…I never never want to go home/Because I haven’t got one/
    Anymore.”
    Puxa, esse não é um post não… é “postão”. Danado de bom!
    Parabéns! Vou correndo abrir um “Keep Cooler” e girar até furar meus cds dos Smiths.

  2. Se hoje os anos 80 possuem uma identidade musical, e são referência obrigatória para muitas bandas contemporâneas, os Smiths são em grande parte responsáveis por isso. Eles nunca foram tão citados como nos últimos anos.
    Eu adoro essa banda… mas como você mesmo escreveu no seu post… há um certo gosto nostálgico quando eu ouço os Cds.
    Curti muito teu post e Blog… Parabéns.

  3. .que saudade desse tempo maravilhoso, tens razão… não há como os anos 80 para o Rock, nos resta curtir, é isso aí!

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