M-O-N-O-B-L-O-C-O, que beleza, uh, Monobloco! Com este grito de guerra, a banda carioca chegou por aqui como quem não quer nada e conquistou o público que assistiu ao show realizado na última sexta-feira no Jacaré Pop. Conhecido por incorporar diversos ritmos e estilos musicais à batida do samba, o Monobloco é a cara do Rio de Janeiro, por isso, transformou a casa de shows num verdadeiro sambódromo.
Idealizado em 2000 pelos integrantes da banda Pedro Luís e A Parede – Celso Alvim, Mário Moura, Sidon Silva, C.A. Ferrari e Pedro Luís –, o Monobloco foi criado a partir das oficinas de percussão comandadas pelos cinco Plaps e hoje conta com mais 150 músicos (claro que o grupo se divide nas apresentações que faz pelo mundo afora).
Na voz dos cantores Pedro Luís, Fábio Allman, Renato Biguli e Alexandre Momo, o repertório eclético vai das marchinhas tradicionais de João Roberto Kelly ao samba de Cartola e Clara Nunes, passando pelo xote de Alceu Valença, o forró de Luiz Gonzaga, o funk de MC Leonardo, além das canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Rei Roberto, Tim Maia e outros grandes nomes da MPB. Tudo que o Monobloco toca vira samba.
A mistura inusitada também está presente na bateria. Aos tradicionais instrumentos de escola de samba – como cavaco, repique, tamborim, chocalho, surdo e agogô -, foram incorporados à batucada um baixo e uma guitarra.
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